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Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado

 

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Outros

Projeto LIFE

O Projeto LIFE (Learning in Field Experience) tem como objetivo promover uma experiência educativa bilateral a grupos de voluntários séniores, entre os 50 e os 70 anos, pertencentes a associações envolvidas no setor de cuidados de saúde.

Em 2012, enquanto parceira da AVO Piemonte, a Liga Portuguesa Contra o Cancro - Núcleo Regional do Sul, candidatou-se ao projeto LIFE pois acredita na ideia de que o voluntariado é uma forma importante de aprendizagem não formal que se deve basear na troca de diálogo entre organizações similares com práticas e metodologias diferentes, oferecendo aos seus voluntários uma maior consciência da dimensão europeia na qual estão inseridos.

A candidatura foi aprovada pela Agência Nacional - PROALV que atribui uma subvenção financeira ao projeto. Integrado no Programa de Aprendizagem ao Longo da Vida, este projeto, já em curso de desenvolvimento, irá proporcionar aos candidatos portugueses, já a partir de outubro de 2013, a oportunidade de fazerem voluntariado na AVO Piemonte. Em 2014 serão os candidatos italianos que terão oportunidade de fazerem voluntariado na LPCC-NRS. Esta troca de experiências entre instituições e candidatos no contexto dos cuidados
de sáude irá permitir uma aprendizagem mútua, que se pretende transmitir e divulgar aos parceiros institucionais, reforçando, assim, o valor do voluntariado e a cidadania europeia.

Projeto Voluntários de Leitura

voluntários leitura II

O projeto Voluntários de Leitura, criado em 2012 pelo CITI - Universidade Nova de Lisboa, destina-se a potenciar o desenvolvimento de uma rede nacional de voluntariado na área da promoção da leitura, através da criação de uma plataforma digital que estimule a adesão de voluntários e funcione como instrumento congregador de iniciatvas de escolas, bibliotecas e outras organizações.

A investigação e muitas experiências realizadas em diferentes países têm vindo a comprovar que tanto a aprendizagem formal da leitura, como o aprofundamento das competências que a leitura envolve são largamente beneficiadas pelo apoio de voluntários que, lendo em voz alta ou acompanhando o esforço pessoal das crianças, dos jovens e até dos adultos promovam o gosto pelos livros e o prazer de ler.

O voluntariado de leitura deverá constituir um importante apoio à ação das escolas, bibliotecas e familias, sobretudo aquelas que dispõe de menos condições para prestarem um acompahamento individualizado na área da leitura.

Para saber mais consulte o site:

http://www.voluntariosdaleitura.org/index.php?


Projeto Mais Proximidade, Melhor Vida (MPMV)

O projecto Mais Proximidade, Melhor Vida (MPMV) nasce em 2010 com o objetivo de atenuar o isolamento e a solidão em que vive grande parte da população idosa residente na Paróquia e na Freguesia de São Nicolau, na Baixa de Lisboa, com origem na localização das suas habitações em quartos , quintos ou sextos andares em prédios sem elevador; e da dificuldade de locomoção, fruto da idade, o que dificulta a sua inserção na vida social da sua zona residencial e da cidade.

MPMV atua no sentido de oferecer a estas pessoas idosas as condições para viverem os últimos anos da sua vida com qualidade, criando dinamismos que permitam vencer a solidão com o suporte de uma equipa técnica.Pretende-se que a população idosa apoiada se sinta, e esteja, efetivamente mais incluída na cidade e na sociedade, sentindo menos solidão e isolamento. É através do despertar de solidariedades por parte da sociedade civil e do incentivo a apoios de cooperação, sobretudo no acompanhamento voluntário destas pessoas, que se pretende concretizar estes propósitos.

Igualmente MPMV procura a sua sustentabilidade a médio e longo prazo, prevendo uma intervenção duradoura e eficaz, de forma a apoiar com maior qualidade as pessoas idosas residentes nas freguesias da Baixa de Lisboa e de servir de modelo a outros projetos que o pretendam replicar noutras freguesias da cidade de Lisboa e/ou em todo o país.

Maria de Lourdes Pereira Miguel
(Responsável do Projecto Mais Proximidade, Melhor Vida)
Centro Social e Paroquial de São Nicolau
Rua de São Julião, nº 140 r/c 1100- 527 Lisboa
http://www.maisproximidademelhorvida.com

O Voluntariado no Museu Nacional do Azulejo

O Voluntariado no Museu Nacional do Azulejo (MNAz) é um projecto recente, que data de Março de 2009. Inicialmente, esteve centrado na identificação do numeroso espólio cerâmico que integra o chamado “Fundo Antigo”, azulejos de origem desconhecida (muitos provenientes dos conventos extintos) aqui armazenados desde o tempo de José Maria Nepomuceno e, mais tarde, Liberato Telles (final século XIX), para com ele forrarem muitos dos panos murários da Madre de Deus.

A metodologia empregue, com vista a tentar reunir os azulejos em painéis coerentes - recuperando conjuntos dispersos até ao presente - segue um procedimento moroso que só dará resultados a médio prazo. O trabalho desenvolvido nesta fase consistiu na limpeza do tardoz (verso do azulejo, onde são normalmente visíveis vestígios da argamassa de assentamento) e na identificação dos códigos que aí se encontram para assim tentar determinar as componentes pertencentes a cada painel. Este trabalho exige muita dedicação por se tratar duma tarefa que tende a ser mecânica, suja e por vezes fisicamente exigente. Apesar dos nossos receios iniciais, estes aspectos não desarmaram todos os que, progressivamente, se envolveram neste projecto. A aptidão e o entusiasmo demonstrado pelos voluntários, envolvidos neste projecto, permitiu-nos avançar para um novo estádio: o restauro dos conjuntos que interessava ao Museu exibir em exposições temporárias ou na exposição permanente. Esta tarefa tem vindo a ser realizada sob a orientação técnica da responsável do Departamento de Conservação e Restauro.

Quando o Museu foi confrontado com a possibilidade de integrar no seu espólio um conjunto de painéis, que se encontravam aplicados numa Quinta, surgiu um outro desafio, uma vez que o proprietário oferecia os azulejos na condição dos mesmos serem retirados no prazo de três semanas. O facto de só existir no Quadro do MNAz uma única Técnica de Conservação e Restauro e só podermos contar com mais dois Técnicos para executar este trabalho, levou a que se considerasse pedir o apoio de alguns voluntários. Assim, com uma equipa de oito pessoas, foi possível remover os painéis, um dos quais se encontra em fase de restauro para futura apresentação na exposição permanente.

Actualmente, a actividade desenvolvida pelos voluntários tem-se traduzido na preparação de painéis para uma importante exposição dedicada à azulejaria portuguesa do século XVII. Para o MNAz é muito importante o justo reconhecimento da dedicação e generosidade de todos quantos participam neste projecto. Assim, sempre que um painel é finalizado por um voluntário, o seu nome surge associado na respectiva legenda, não só na exposição como no respectivo catálogo.

Uma segunda área do voluntariado do MNAz é desenvolvida no Serviço Educativo. As tarefas desenvolvem-se no âmbito de visitas guiadas ao Museu. Os voluntários também colaboram activamente nas celebrações de efemérides ou de dias comemorativos, tornando possível o alargamento do nosso horário de funcionamento.

O MNAz dispõe, desde Dezembro de 2010, de um conjunto de recursos que permitem a visita a públicos portadores de deficiência, como o áudio guias e vídeo guias, pensados para apoiar cegos, amblíopes e surdos, a que se associam uma série de trinta e três painéis que permitem a todos ficar a conhecer os motivos presentes na azulejaria portuguesa.

Uma terceira área está relacionada com a inventariação do espólio do Museu, já para futura disponibilização on-lin, levado a cabo por voluntários com formação em História da Arte, supervisionados por técnicos do MNAz, que permitirá disponibilizar ao público um vasto acervo.

É este um justo tributo pela generosidade e competência de todos os voluntários que connosco colaboram.


Alexandre Pais (coordenação)
Lurdes Esteves (Conservação e Restauro)
Dora Fernandes (Serviço Educativo)


Voluntariado de Proximidade na Paróquia do Campo Grande


O voluntariado é, e sempre foi, uma maneira de estar no mundo e de querer contribuir para a sua transformação. Não basta informalmente fazermos a nossa parte! É preciso juntar esforços, porque organizados vamos mais longe. A dignidade do homem vale todo o esforço conjunto que se possa fazer.

O grupo de visitadores do Campo Grande tem como objectivo primeiro tornar mais leve a solidão de quem vive só, proporcionando-lhe a possibilidade de diversificar as suas relações sociais. A ideia é que a pessoa visitada não seja um mero “consumidor de um serviço”, mas que consiga estabelecer relacionamentos, afectivos e efectivos, com quem a visita. Os voluntários fazem a visita uma vez por semana, dois a dois, pois deste modo a continuidade fica assegurada.

O grupo junta-se quinzenalmente. Em articulação com o Centro Social, uma vez por mês, este encontro tem a presença do assistente social e/ou psicóloga. Este é um momento importante, porque permite um trabalho de acompanhamento das famílias visitadas e a passagem da informação relevante. Há ainda uma outra reunião para programar as actividades e partilhar experiências. Também é importante que o grupo se encontre só para conviver: une o grupo e facilita a fidelização dos voluntários. Eles necessitam desse apoio porque, por vezes, a visita é dolorosa, causando-lhes a sensação de impotência perante os dramas humanos, pois não conseguem ver uma evolução positiva. O apoio ao grupo de voluntários, quer técnico quer humano, é muitíssimo importante. A programação de acções pontuais conjuntas ajuda a dar coesão ao grupo e a consolidar a sua identidade.

Este grupo está bem consciente de que a dimensão espiritual da pessoa humana tem de ser considerada, sobretudo nos momentos de maior fragilidade, pois a busca do sentido, a capacidade de reflectir com clareza e a capacidade de sair de si para o mundo tornam-se mais prementes.

Os visitadores estão também inseridos numa comunidade que tem um centro social, com as valências de centro de dia e apoio domiciliário, havendo ainda grupos de crianças e jovens que permitem a realização de actividades conjuntas.

Os idosos visitados semanalmente são cerca de 70, número a que acrescem os utentes dos dois Lares. Os voluntários envolvidos nestes projectos são cerca de 30.

Na comunidade temos outro grupo de voluntários, a Presença Viva, esse sim de cariz cristão católico, cuja missão é intervir na área especificamente religiosa. Os dois grupos não se misturam, nem se confundem, mas convergem no objectivo de proporcionar uma vida de maior qualidade às pessoas doentes e isoladas.

Ser integrado na comunidade alargada é uma experiência impressionante de pertença! Certo dia, uma senhora de 102 anos a quem visitámos com um grupinho de crianças para cantarem as janeiras: “deixe-me tocar na carinha desta menina, sabe, há vinte anos que não via uma criança!”.

É espantoso como as pessoas se arranjam para receber a visita das crianças ou dos jovens. Por vezes pedem às suas próprias famílias que estejam presentes, para terem o gosto de os apresentar uns aos outros. Estes voluntários já passaram para a esfera da intimidade e têm um lugar especial nas suas vidas. Há famílias em que nos apercebemos que as relações familiares estabelecidas se modificaram consideravelmente, com resultados positivos para os idosos.

O voluntariado de proximidade é sempre uma novidade, porque os projectos são o que as pessoas que os constituem têm para partilhar. As suas ideias, as formas de ser e de agir, são aspectos de uma enorme diversidade, que dependem das pessoas concretas que integram os vários grupos. Esta pluralidade dá cor nova a cada projecto, e renasce todos os anos: é a riqueza das pessoas e das suas experiências de vida…

Ser voluntária é para mim uma honra. Agradeço a todos os que comigo trabalham os bons frutos da acção partilhada. Acontecem verdadeiros milagres na vida das pessoas provocados pelo sentimento de se sentirem profundamente amados e respeitados. É por isso que acredito que os voluntários marcam a diferença!



Helena Presas
Coordenadora do Voluntariado da Paróquia do Campo Grande



Ser Voluntário .....na Cáritas de Setúbal

A Cáritas Diocesana de Setúbal promove e desenvolve, pela sua própria natureza, o Voluntariado, na sua dinâmica organizacional de serviço ao próximo. Somos uma organização que, pela sua identidade de Missão e sentido de serviço aos mais pobres, acolhe todos os que vêm até nós para dar e receber. Esta dinâmica é a raíz da Missão que nos move, ao tornar visível a medida cheia - calcada e a transbordar.

Qualquer pessoa pode ser voluntária na Cáritas porquanto o que queremos, o que desejamos, é que os voluntários partilhem do espírito de Missão, aprendam a escutar, saibam acolher, para poder distribuir o pão que sacia o estômago dos mais pobres.

Vivemos momentos dificeis, cada vez mais próximos de uma pobreza de bens essenciais, que a muitos afecta e a todos implica, porque todos a sentimos.

Se a todos é pedida e exigida uma vida mais austera, mais direccionada para o essencial, alguns, muitos mesmo, vivem já na privação dos bens essenciais como o pão, a habitação, a saúde...bens considerados de cidadania, direitos sociais pois, sem eles, nada nem ninguém pode ser verdadeiramente pessoa, cidadão.

Ser voluntário, junto dos pobres mais pobres, é acima de tudo, estar disponível para escutar e comprometer-se, oferecendo ao outro, quanto mais não seja, o valor, a dignidade que ele deseja e a que tem direito.

A cáritas de Setúbal desenvolve, há já vários anos, para apoio aos "sem abrigo" e "passantes", o projecto " Tornar a Ser" , com a colaboração de voluntários.

Todos começaram com um curso de formação inicial, antes de iniciarem a actividade, assumida com responsabilidade. Foi esse o caminho seguido pela nossa voluntária C., com 87 anos de idade, que todas as 6ªas feiras, faça frio ou calor, seja verão ou inverno, aqui está de corpo e alma pelas 17. 30, alegre, bem disposta, sorridente. São um grupo de nove voluntários que distribuídos pelos vários dias da semana, estão conosco e nos ajudam nesta Missão. Neste mesmo Centro numa outra Valência, a de apoio aos portadores de HIV/Sida, uma voluntária, todos os dias da semana, dá o seu melhor para conosco ir ao encontro desta população que tanto necessita. Para se ser voluntário, não é só querer!...É preciso ir aprendendo a ser!...

Este ano lectivo, contámos com um grupo do 12º ano de uma Escola Secundária, que na disciplina de área de Projecto realizou, ao longo deste ano, um trabalho de voluntariado digno de registo. Acompanhados por duas Professoras vieram ajudar no projecto "Tornar a Ser", não só a servir as refeições mas, sobretudo, para conversar, escutar e dinamizar actividades lúdicas que permitiram a partilha de experiências de vida que a todos enriqueceu e que, certamente, marcou as suas vidas. Um projecto coerente, consistente, com muitas sementes lançadas e alguns frutos já colhidos.

O que acreditamos ser a nossa mais-valia, é a vida transformada em mais vida partilhada. Nisto reside a essência do Voluntariado!




Isabel Monteiro
Directora Técnica do Centro Social
de S. Francisco Xavier