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Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado

 

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Boas Práticas

Ação de Voluntariado em Familia


My Social Project

Voluntariado de proximidade afasta crise

Um ano depois do lançamento no Facebook, o My Social Project, plataforma dedicada ao voluntariado, reúne cerca de três mil voluntários, mais de 280 instituições e dez empresas. Em entrevista, o presidente da iniciativa defende que esta rede capaz de “inspirar a aproximação das pessoas e das empresas às causas sociais”, demonstra bem a “capacidade incrível” que Portugal tem “para se mobilizar por uma causa”, principalmente em tempos de crise
POR GABRIELA COSTA

Leia o artigo completo em Ver

http://www.ver.pt/conteudos/verArtigo.aspx?id=1633&a=Inovacao


G.I.R.O. 2013

GIRO: muito mais do que voluntariado

“De alma e coração cheios”, “Muito gratificante”, “Experiência inesquecível” são os comentários que mais ouvimos daqueles que dão o melhor de si para ajudar. E ser voluntário é isso mesmo. É a combinação perfeita de altruísmo e cidadania.

A missão do GRACE, como Associação de Empresas, é exatamente promover a Responsabilidade Social Corporativa, cada vez mais necessária nos dias de hoje. Prova disso é o GIRO. Sob o lema GRACE. Intervir. Recuperar. Organizar, cerca de 800 colaboradores de mais de meia centena de empresas Associadas do GRACE, trocaram um dia de trabalho por ações de voluntariado nas mais diversas áreas, com a missão de fazerem a diferença.

No dia 11 de outubro, em 9 localidades de norte a sul de Portugal, recuperaram-se casas, lixaram-se grades e madeiras, pintaram-se muros e paredes, arranjaram-se jardins e plantaram-se sementes, limparam-se jaulas de animais selvagens, praias e matas, removeu-se entulho e plantas invasoras. E, pela primeira vez, numa forte e clara aposta no voluntariado de competências, também se deu formação em áreas como informática, medicina dentária e toxicodependência, desenvolveram-se a literacia tátil, a motricidade fina e a imaginação criativa com pessoas com deficiência visual.

Naquele 11 de outubro, de Braga a Olhão, passando por Esposende, Porto, Coimbra, Lisboa, Oeiras, Cascais e Setúbal, as Instituições, as comunidades carenciadas e o Meio Ambiente ganharam. Porém, também os 800 voluntários e demais envolvidos saíram beneficiados. Porque a felicidade, a motivação, a dedicação e a sensação de missão cumprida não têm preço.

GRACE
24 de outubro de 2013

Consulte o Site do Grace

GiroGiroGiro


G.I.R.O. 2012

Teve lugar no passado dia 7 de setembro (sexta-feira) a sessão de lançamento do G.I.R.O. (Grace, Intervir, Recuperar e Organizar) que decorreu nas instalações da ENTRAJUDA em Lisboa, pelas 14H30.

No âmbito do Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações 2012, o G.I.R.O. vai privilegiar as questões ambientais enquanto ponte entre gerações, além da já habitual requalificação de espaços pertencentes a instituições de solidariedade social, defesa dos animais e inclusão desportiva.

De 12 a 26 de outubro, em cada uma das sextas-feiras, Lisboa, Cascais, Porto, Gaia, Santa Maria da Feira, Amarante, Braga, Faro, Coimbra e Ponta Delgada são as 10 localidades que recebem a intervenção e o empenho de voluntários das empresas associadas que, ao aceitarem o desafio do GRACE – Grupo de Reflexão e Apoio à Cidadania Empresarial, trocam o seu local de trabalho por um dia de voluntariado em prol da comunidade envolvente.

G.I.R.O. 2012

12 outubro – Lisboa e Cascais

19 outubro – Porto, Gaia, Santa Maria da Feira, Amarante e Braga

26 outubro – Coimbra, Ponta Delgada e Faro


Grupo de Reflexão e Apoio à Cidadania Empresarial

Em Portugal existe desde 2000, o Grupo de Reflexão e Apoio à Cidadania Empresarial (GRACE), uma rede de empresas que visa promover o fomento da adopção de políticas e acções de responsabilidade social através da participação das empresas nas comunidades onde se inserem, conciliando os seus objectivos privados com a responsabilidade social, apoiando organizações e iniciativas da comunidade e a participação voluntária de quadros das empresas nas acções desenvolvidas.


Projeto "Mão na Mão"

É no Âmbito da Responsabilidade Social das Empresas e do envolvimento destas em iniciativas sociais de apoio à comunidade que surge um projecto social pioneiro em Portugal que dá pelo nome de Projecto Mão na Mão. Trata-se de um movimento empresarial para o voluntariado, liderado pelo Grupo PT Comunicações e que reúne o empenho e a disponibilidade de 17 empresas para participar em acções de solidariedade. As empresas assumem o compromisso de disponibilizar os seus colaboradores para as iniciativas a desenvolver, durante o horário normal de trabalho, sem qualquer perda de benefício inerente á retribuição e assiduidade. A cada empresa cabe a responsabilidade de assegurar a logística necessária à concretização das acções que lhe forem atribuídas bem como os encargos decorrentes.

Portugal Telecom
Empresas signatárias do Mão na Mão:

Pt Comunicações, Siemens, IBM, INOV, TELEmanutenção, Eurosistema, Editora RH, PTM.com, PT Multimedia, BP Portuguesa, TMN, Xerox Portugal, PT Inovação, PT Prime, Microsoft, Sacoor Brothers e Delta Cafés.

Contactos: Direcção de Info-Exclusão e Necessidades Especiais
Telef:218642060

Também a Rede Portuguesa de Empresas para a Coesão Social/Associação Portuguesa para a Responsabilidade Social das Empresas, integrada na rede europeia CSR Europe, tem como objectivo impulsionar, coordenar e divulgar boas práticas de responsabilidade social das empresas portuguesas.

Associação para a Responsabilidade Social das Empresas
Rua do Conde Redondo,
N.º 13 – 4º andar
1150-101 Lisboa
Telef: 213529101
http://www.rseportugal.org

"Existe uma ética corporativa saudável em Portugal”

As palavras são de Paula Guimarães, responsável pelo Gabinete de Responsabilidade Social do Montepio e que acredita verdadeiramente que as organizações estão a evitar cada vez mais o greenwash e a reflectir criteriosamente sobre boas e más práticas. No que respeita ao sector financeiro, o grande desafio será, a seu ver, uma visão séria sobre as alterações climáticas


No seguimento da tripla dimensão do Montepio – mutualista, financeira e fundação – e como responsável do Gabinete de Responsabilidade Social (RS), como define a vossa política de ética corporativa nestas três frentes?
A nossa ética corporativa tem como raiz a própria natureza mutualista. Apesar de existir esta tripla dimensão jurídica, a missão e a natureza que impera é o mutualismo e, por isso, a nossa ética corporativa é uma decorrência do que são os nossos princípios originais. Toda a dimensão, quer da RS, numa visão mais estrita, quer mesmo do conceito mais abrangente de desenvolvimento sustentável, radica nesta perspectiva mutualista de prevenir os riscos e as eventualidades do futuro, em estreita sintonia com as necessidades da comunidade, a par da promoção social e pessoal dos nossos associados e da comunidade em geral. E, por isso, a nossa ética corporativa é totalmente convergente nas três dimensões, que se complementam e dão rosto à nossa missão.

A vossa política de RS é, ao contrário de algumas instituições que privilegiam uma área específica, bastante abrangente. Ou seja, com tantas “necessidades”, o que vos move para escolher uma área de intervenção em detrimento de outra?
No que respeita à Caixa Económica e à Associação Mutualista, tentamos corresponder ao que são os desafios no momento actual. Portanto, damos corpo aos desafios do European Savings Bank Group, que integramos em representação de Portugal. Procuramos soluções inovadoras que aliem a resposta às necessidades emergentes como a mudança dos comportamentos dos portugueses em termos de crédito, poupança e protecção de eventualidades. Aderimos ao crédito das energias renováveis e estamos também atentos às questões das dinâmicas da microfinança. No que diz respeito à Associação Mutualista, todos os seus produtos e toda a sua prática é dirigida especificamente à RS, sendo os objectivos principais os da qualidade de vida dos nossos associados, numa perspectiva de ciclo de vida, ou seja, disponibilizando soluções mutualistas e benefícios complementares desde a infância à velhice.

E em termos de acções da Fundação?
A acção da Fundação que é, no fundo, a vertente mais visível da RS num domínio mais filantrópico, tem dirigido as suas preocupações prioritárias para a área da solidariedade social, da saúde, educação e formação. E, nessas quatro vertentes, tem privilegiado projectos com sustentabilidade, inovadores e que tentem dotar as instituições de armas e de competências para serem cada vez mais autónomas e desenvolverem um trabalho de maior qualidade.

A Fundação Montepio comemora este ano o seu 15º aniversário. Que momentos destaca, em termos gerais, ao longo da sua evolução?A Fundação nasceu de forma tímida com o objectivo de alargar a margem da solidariedade para além da família associativa, centrando a sua actuação na concessão de donativos anuais a instituições reputadas. Mas, nos últimos anos, tem procurado fazer algumas alterações. Por um lado, tem sido cada vez mais proactiva na identificação de projectos, evitando situações de passividade. E, nesse sentido, tem feito alguma reflexão e caminho na criação de instrumentos que permitem fazer alguma selecção criteriosa das instituições a apoiar. A segunda linha de tendência tem sido o desenvolvimento de parcerias ou de protocolos, ou seja, passar de uma situação de apoio pontual para uma de cooperação a médio e a longo prazo, que confere maior conforto às instituições, permitindo criar projectos com maior dimensão. Uma terceira linha de tendência foi a de identificar as principais necessidades da comunidade envolvente, criar projectos autónomos, da total responsabilidade do Montepio, e que permitem devolver à sociedade civil, em termos de reporting, aquilo que tem sido também a sua colaboração para o próprio crescimento da Fundação.

E, nesta última dimensão destaco o projecto Frota Solidária, que é realmente um “projecto bandeira” da Fundação e que nasce precisamente com este objectivo: de dizer às pessoas, associadas e clientes que contribuíram através da sua consignação fiscal, onde foi aplicado o seu dinheiro e, ao mesmo tempo, resolver uma necessidade premente das instituições que é o transporte das pessoas com mobilidade reduzida.

A promoção da economia social é também uma das áreas de aposta do Montepio. Está previsto algum reforço dos vossos programas de microcrédito?De facto, um dos objectivos da Fundação e do Montepio em geral é a promoção da economia social que, no fundo, é a família de onde emerge o próprio Montepio. Nesse sentido, temos apoiado algumas áreas de investigação e de pós-graduação nesta área. Neste momento, temos um protocolo com a Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, precisamente para promover um curso de mestrado sobre Economia Social, mas, além disso, temos procurado investir na formação dos dirigentes nestes domínios do Terceiro Sector. Temos também um protocolo com a Confederação das Colectividades de Cultura e Recreio através do qual financiamos cursos para dirigentes associativos e também com a Liga dos Bombeiros Portugueses, numa lógica mais vasta, concedendo apoio precisamente para o aparecimento de licenciaturas na área da protecção civil.

E no que respeita à vossa intenção de investirem na qualificação do Terceiro Sector?
Essa é uma das nossas prioridades para 2010. Acreditamos que a qualificação das instituições é cada vez mais necessária - e da qual pode inclusivamente vir a depender a própria cooperação com o Estado -, e entendemos que devemos dar essas armas às instituições. Vamos assim contribuir para que algumas instituições interessadas iniciem um processo de certificação da qualidade. Por outro lado, o Montepio está neste momento a desenvolver toda uma linha de abordagem comercial específica para este sector, reconhecendo-o como muito importante e com o qual tem uma afinidade e uma relação natural.

E o investimento no microcrédito?
No que diz respeito ao microcrédito, tínhamos inicialmente um projecto-piloto protocolado com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, que avaliámos e está em processo de reestruturação. Mas, além disso, entendemos que deveríamos trazer também à área de microcrédito em Portugal alguma inovação e alguma diferença. E por isso estabelecemos, no passado dia 25 de Janeiro, um protocolo com a Rede Europeia Anti-Pobreza Portugal para os distritos do Porto e de Braga, com o objectivo de lançarmos um programa de microcrédito que tenha como missão principal a promoção de estruturas colectivas, de empresas, de cooperativas ou de associações, não nos centrando somente no microcrédito pessoal. E porque acreditamos que o microcrédito não é só a concessão de um financiamento de montante reduzido, tem de existir aqui uma dimensão pessoal de coaching e uma relação humanizada e personalizada, criámos a figura do “Tutor de Proximidade, que gostaríamos muito que fosse assumida por voluntários nossos, quer reformados quer colaboradores no activo, para também dinamizar a dimensão do voluntariado empresarial.

O Montepio associou-se igualmente ao Programa Nacional do Ano Europeu de Luta contra a Pobreza e contra a Exclusão Social (AELCPES). Que tipo de acções e intervenções estão previstas para esta “associação”?
Fizemos uma abordagem à organização do AELCPES, pois pareceu-nos que era fundamental que, enquanto Associação Mutualista, tivéssemos um papel mais activo. Das acções que remetemos para avaliação, uma é precisamente o alargamento deste programa de microcrédito e, a outra, é o nosso Programa de Educação Financeira. Este último nasce do repto lançado pelo European Savings Bank que entende que as Caixas Económicas têm um papel fundamental no combate à iliteracia financeira e à prevenção do endividamento das famílias. Com esse objectivo, fizemos dois programas distintos: um para crianças e outro para jovens e adultos, que está a ser desenvolvido em parceria com a Associação Nacional de Jovens para a Acção Familiar (ANJAF). Só no último trimestre de 2009, conseguimos abranger 300 pessoas, muitas das quais eram beneficiárias do Rendimento Social de Inserção. E, por isso, propusemos ao Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, no contexto do Ano Europeu, que adoptasse este programa e o disponibilizasse para os beneficiários do Rendimento Social de Inserção.


E como vai ser feita essa adopção do Programa?
O Ministério entendeu que a melhor forma de rentabilizar essa parceria seria formarmos todos os técnicos que estão junto das entidades e dos núcleos do Rendimento Social de Inserção. Ou seja, o nosso objectivo é, até ao final do primeiro semestre, fazermos a formação de todos os técnicos, para que depois possam difundir a mensagem do Programa de Educação Financeira. Relativamente às crianças, o objectivo é começar o mais cedo possível no sentido de as estimular para a poupança, para a definição das prioridades e para ajudar as famílias a uma contenção de custos, a uma outra forma de estar. Temos, neste momento, algumas parcerias interessantes, estamos nos distritos de Faro e Lisboa e temos pedidos de todo o País para fazermos estas acções de Educação Financeira para crianças.

E onde decorrem essas acções e quem as ministra?
Nas escolas e nas instituições, por voluntários nossos ou pelos professores das escolas, a partir do conjunto de materiais pedagógicos que concebemos. Tem quatro fases: uma fase em sala, onde as crianças trabalham quatro conceitos - o que é o dinheiro, para que serve, de onde vem e como vamos poupar; uma fase de teatralização, com uma dimensão muito lúdica – a partir de um livro que foi escrito pelo Montepio; segue-se uma visita a um Balcão e, por último, no âmbito de uma parceria que temos com a Auchan - que disponibilizou as suas superfícies comerciais por todo o País -, visitam um supermercado no qual fazem um ensaio de compras para a família, com um orçamento restrito para uma semana, para aprenderem a gerir o seu dinheiro.

Relativamente à área da educação, gostaria que falasse sobre o Prémio Escolar Montepio e do seu impacto nas escolas premiadas?
Os projectos seleccionados são muito válidos e com uma excelente repercussão nas escolas, o que nos levou a fazer uma nova edição do prémio. A comunidade escolar debate-se com grandes dificuldades e muitos dos projectos mais inovadores, bem como as comunidades educativas mais dinâmicas, nem sempre encontram o financiamento adequado para levar avante os seus projectos. No final do mês de Maio, estaremos prontos para anunciar os cinco estabelecimentos de ensino que serão beneficiários em 2010 por este premio unitário, no valor de 25 mil euros.

E que outros projectos estão a privilegiar nesta área?
Temos vindo a apoiar outros projectos relacionados, por um lado, com a dinamização de talentos, um pouco marginais e nem sempre valorizados no contexto escolar. Um exemplo é a Robótica, numa parceria que estabelecemos com um núcleo de crianças sobredotadas da Guarda. Estamos também a acompanhar outro projecto de uma escola nos arredores de Lisboa, relacionado com a prevenção da delinquência juvenil através do desenvolvimento de actividades que evitem a violência escolar. Esperamos, ainda, vir a apoiar outros projectos, designadamente de intercâmbio com outras escolas no estrangeiro, algo que é extremamente motivador para os jovens. Assim, estamos a colaborar, pelo menos em duas escolas, com o objectivo de permitir que os jovens mais desfavorecidos dessa comunidade escolar não sejam excluídos dessas actividades.

O voluntariado empresarial é igualmente uma grande aposta do Montepio.
Lançámos o Programa de Voluntariado Empresarial porque acreditamos que é necessário dedicar um olhar especial para a dinâmica interna do próprio Montepio. O projecto ultrapassou a nossa expectativa inicial: em 2009, fizemos 17 acções directas de voluntariado que envolveram 204 colaboradores e que foram integralmente organizadas por nós. Mas, além disso, temos estabelecido contacto com outras organizações que integramos, nomeadamente o Junior Achievement e o GRACE, ou seja, temos participado nas acções de voluntariado organizadas por estas duas estruturas. Apesar de não ser um programa inédito, é um dos mais expressivos na área empresarial, envolvendo 421 colaboradores.

Que mais-valias se destacam no vosso programa de voluntariado empresarial?
Para nós, o voluntariado tem três grandes mais-valias: para a organização, uma vez que permite criar uma coesão forte nas equipas e desenvolver uma relação mais friendly entre as pessoas, algumas das quais só se conhecem pessoalmente neste contexto. Por outro lado, e porque uma organização em que uma percentagem significativa dos seus colaboradores participa neste tipo de acções, ou seja, tem uma dimensão solidária, é seguramente uma instituição onde se trabalha melhor; e para o colaborador: numa instituição como o Montepio, que quer ser e é já uma referência no Terceiro Sector, os colaboradores têm também de ser diferentes e, para tal, têm de ter competências trabalhadas ao nível da inteligência emocional, da entreajuda e do entendimento de que existe mais mundo para além do mundo Montepio, sendo por isso importante terem contacto com outras realidades. Diria ainda que há uma terceira vantagem para a própria comunidade: as instituições sentem o impacto de um dia de voluntariado, alguma coisa muda na sua dinâmica institucional. Contudo, a nossa ideia é ir ainda mais longe, no sentido de que o voluntariado não seja apenas pontual, mas que aproveite as capacidades e as competências dos nossos colegas e ajude as instituições a melhorar outras dimensões, como por exemplo na área da gestão, ou seja, um voluntariado mais especializado.

Enquanto responsável por esta área, e numa altura em que a RS amadureceu de uma moda para uma estratégia, qual é a sua opinião em termos de responsabilidade social nacional?
Acredito que estamos a caminhar para uma visão mais adequada da RS e, acima de tudo, estamos cada vez mais próximos de uma lógica de desenvolvimento sustentável. Ou seja, termos esta preocupação de equilibrar aquilo que são as práticas actuais com uma perspectiva de futuro e garantir, de facto, que a nossa actuação hoje não põe em causa nem em perigo o futuro dos nossos filhos e netos. Acredito que há cada vez maior preocupação, principalmente na área financeira, de incorporar estas noções de ética corporativa de uma forma transversal, ou seja, não nos centrarmos nas dimensões mais filantrópicas mas, pelo contrário, transformamos isso numa prática de ligação com os nossos fornecedores, com os nossos clientes, com os associados, no envolvimento crescente dos stakeholders na própria dimensão do projecto das empresas. Acho também que há uma preocupação muito grande em termos de reflexão sobre o que são boas e más práticas, evitar cada vez mais o greenwash – que ainda se continua a verificar pontualmente - mas estamos no bom caminho para abandonarmos esse tipo de comportamentos. Tudo isto permite-nos dizer que há uma ética corporativa saudável em Portugal, ainda que com margens muito claras de desenvolvimento, principalmente no domínio ambiental.

Montepio com + Vida

É um cartão de crédito que divide os resultados obtidos nas suas operações com instituições de solidariedade social. Nascido para os associados do Montepio e posteriormente alargado a todos os clientes, compete à Fundação escolher essas instituições, com base em critérios de idoneidade, mas privilegiando aquelas cuja intervenção tenha o objectivo de colmatar uma área em que o Estado normalmente não intervém ou não tem condições para apoiar. Em 2009, o Montepio apoiou o Instituto de Apoio à Criança (IAC), permitindo a reedição do guia para os direitos da criança; a RUTIS – a rede de universidades da terceira idade, que cobre a área da formação e da auto-realização das pessoas idosas; a Associação mais vida, que trabalha na área do desenvolvimento das competências pessoais e colectivas numa zona recôndita de Moçambique e, por último, a Associação Nacional dos Alistados das Formações Sanitárias, que ensina a crianças e adultos as regras básicas no âmbito da protecção civil e que é uma estrutura que trabalha muitas vezes em cenários de catástrofe, quer no território nacional quer internacional. Para o ano de 2010, o Montepio irá privilegiaras duas grandes datas que se comemoram, ou seja, escolhendo uma instituição na área do ambiente, homenageando assim o Ano Internacional da Biodiversidade e uma estrutura que trabalhe activamente contra a pobreza e contra à exclusão social.

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