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Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado

 

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Em Destaque

Sessão Comemorativa do Dia Internacional dos Voluntários

No passado dia 5 de dezembro assinalou-se o Dia Internacional dos Voluntários.

A Sessão Comemorativa do Dia Internacional dos Voluntários, realizou-se no Auditório da Companhia de Seguros da Lusitânia (Grupo Montepio), em Lisboa e esteve a cargo do Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado (CNPV) com o apoio da Unidade de Comunicação do ISS, IP.

A sessão de abertura contou com a presença do Presidente do Conselho de Administração do Montepio, Dr.Tomás Correia, da Presidente do Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado (CNPV), Dr.ª Elza Chambel e do 1º Presidente do CNPV, Dr. Acácio Catarino.

Foram apresentados três projetos no âmbito do Voluntariado: Conferências de São Vicente de Paulo, Associação Ajudaris e Gastagus (Grupo de Ação Social do Tagus), tendo como moderadora da mesa, a Dr.ª Paula Guimarães, do Grupo Montepio.

Seguiu-se um testemunho do Ano Europeu do Voluntariado 2011, da jornalista Fernanda Freitas e uma intervenção do Monsenhor Victor Feytor Pinto, na qualidade de Conselheiro do CNPV.

A Sessão encerrou com breves palavras da Presidente do Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado, Dr.ª Elza Chambel, que agradeceu a todos os presentes.

O Senhor Ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, Pedro Mota Soares, enviou uma mensagem que foi lida pela Dr.ª Elza Chambel.

Esta Sessão, que pretendeu ser um tributo aos voluntários, decorreu em auditório lotado, com forte aplauso dos participantes e satisfação sentida por todos os voluntários presentes.

Consulte o programa e mensagem do Senhor Ministro.

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Prémios

GASTagus vence Prémio Voluntariado Jovem Montepio 2013

O Projeto GASTagus, apresentado pelo Grupo de Ação Social do Tagus (Porto Salvo), foi o vencedor desta 3ª edição do Prémio Voluntariado Jovem Montepio. O júri atribui ainda, a título excecional, quatro menções honrosas aos outros projetos finalistas:

-"transformers", apresentado pela Associação Juvenil Transformers (Lisboa);
-"Make it possible", apresentado pela Associação Internacional de Estudantes de Ciências Económicas e Comerciais (Lisboa);
- "just a change", apresentado pela Associação Just a Change (Lisboa);
- "Nô Djunta Mon", apresentado pelo Instituto de Solidariedade e Cooperação Universitária (Núcleo do Porto).

Tratou-se de uma iniciativa da Fundação Montepio e da Lusitânia, no âmbito do Ano Europeu dos Cidadãos, destinada a reconhecer, promover e divulgar o voluntariado jovem e as suas atividades e a estimular a apresentação de projetos inovadores ou apoiar a continuidade de projetos já em curso.

A cerimónia de apresentação dos cinco projetos finalistas com revelação do vencedor, realizou-se no passado dia 16 de setembro, na sede do Montepio, em Lisboa.

Mais informações em: http://www.montepio.pt/SitePublico/pt/institucional/responsabilidade-social/premio-voluntariado-jovem.page

Troféu Português do Voluntariado já tem vencedor

A Confederação Portuguesa do Voluntariado lançou, em 2013, a 5ª edição do Troféu Português do Voluntariado.Este prémio, atribuído anualmente, pela Confederação Portuguesa do Voluntariado, tem como finalidade homenagear o trabalho dos voluntários e incentivar a prática do voluntariado.

Entre os objetivos do Troféu Português do Voluntariado destacam-se:

-Beneficiar pessoas que se encontrem em situação ou risco de pobreza e apresentem dificuldades de cobertura das suas necessidades básicas ou se encontrem em situação ou risco de exclusão social;

-Apoiar e incentivar atividades artesanais que estejam em vias de desaparecimento;

-Promover a defesa do meio ambiente;

-Promover atividades educacionais para crianças e jovens;

-Propiciar a divulgação das boas práticas no voluntariado, a nível nacional e internacional, na expetativa de que os projetos apresentados e selecionados possam ser replicados ou constituir incentivo para novos projetos em áreas afins.

Esta ano a CPV recebeu 23 candidaturas (um acréscimo de 9, face a 2012) de várias organizações e de diferentes localidades do país.

José Maria Gonçalves Martins foi o voluntário vencedor desta 5ª edição, cuja cerimónia de entrega do Troféu decorreu no passado dia 5 de dezembro (Dia Internacional dos Voluntários), por ocasião da feira "Portugal Maior", na qual o CNPV participou.

José Martins é o responsável pelo projeto "Fora de Portas com S. Rafael", da organização "Casa da Saúde de São João de Deus", em Barcelos. Este projeto tem como objetivos incentivar a participação independente dos doentes nas atividades básicas da vida diária, fomentar a participação dos destinatários na comunidade (diminuindo-lhes o auto-estigma) e desenvolver a sua interação social.

O prémio constou de um troféu, consubstanciado numa peça de cristal, acompanhado de um certificado emitido no nome do vencedor. A organização proponente recebeu também um certificado, mencionando o nome do projeto associado ao vencedor.

O Júri do Troféu Português do Voluntariado é constituído por Rui Rama da Silva, da Liga dos Bombeiros Portugueses, que preside em representação da CPV; Paula Guimarães, da Fundação Montepio, membro da CPV; Maria José Ritta, Duarte Caldeira e Conceição Lino (personalidades).

Para mais informações:
Confederação Portuguesa do Voluntariado
Praça Pasteur, nº 11 - 2.º, Esq.
1000-238 LISBOA
informa.cpv@gmail.com


Prémio Manuel António da Mota 2013

Em 2013, a 4ª edição do “Prémio Manuel António da Mota”, em linha com a matriz inspiradora dos anos anteriores, teve como objetivo premiar instituições que se destacaram na promoção da cidadania europeia e da concretização dos objetivos nacionais inscritos na estratégia Europa 2020.

Trata-se de uma iniciativa da Fundação Manuel António da Mota , integrada no Ano Europeu dos Cidadãos 2013, e que tem como mecenas o Grupo Mota Engil e como parceiro de comunicação a TSF - Rádio Noticias.

Nas suas edições anteriores o “Prémio Manuel António da Mota” distinguiu instituições que se destacaram nos domínios da luta contra a pobreza e exclusão social (2010), na promoção do voluntariado (2011) e na promoção do envelhecimento ativo e solidariedade entre gerações (2012), naqueles que foram os Anos Europeus dedicados a estes temas.

O Comité de seleção composto por representantes da Fundação Manuel António da Mota e TSF - Rádio Noticias, deliberou passar à 2ª Fase as seguintes 10 instituições finalistas:

- Associação CAIS;
- Associação Portuguesa de Música nos Hospitais e Instituições de Solidariedade;
- Associação Rede de Universidades da Terceira Idade - Rutis;
- Câmara Municipal de Odivelas;
- Centro de Reformados e Idosos do Vale da Amoreira;
- Fundação Mata do Buçaco;
- Fundação Odemira,
- Liga Portuguesa Contra o Cancro;
- Startup X- Associação;
- Universidade de Aveiro.

O Vencedor do Prémio Manuel António da Mota 2013, no valor de 50 mil euros, foi a Fundação Nacional Mata do Bussaco, devido aos seus projetos de "ressocialização integrada e corresponsável de reclusos".

Liderada por António Jorge Franco, a Fundação Mata do Bussaco, fez uma parceria com o Estabelecimento Prisional de Coimbra para que os reclusos trabalhassem na limpeza e reflorestação da mata do Bussaco.

A Fundação Mata do Bussaco dedica-se à gestão de todo o património natural e edificado da mata nacional e nos últimos anos destacou-se pela sua "atuação ao nivel da conservação da biodiversidade do património natural sob a sua gestão e pela sua politica de responsabilidade social" , explicou a Fundação Manuel António da Mota.

Essa politica envolve "diversos públicos" e promove o "voluntariado nas atividades de conservação" e a sensibilização para a importância do património da Fundação Mata do Bussaco no contexto regional e nacional.

A entrega do prémio decorreu no Palácio da Bolsa, no Porto, no passado dia 5 de dezembro, com a participação do Ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares, do Presidente do CADM do Grupo Mota-Engil, António Mota, do ex Comissário Europeu, António Vitorino, e da Presidente do Conselho de Curadores da Fundação Manuel António da Mota, Manuela Eanes.

Para mais informações consulte o Site da Fundação Manuel António da Mota:
http://www.fmam.pt/

Associação Ajudaris

A Ajudaris é uma associação particular de caráter social e humanitário de âmbito nacional, sem fins lucrativos, que luta diariamente contra a fome, a pobreza e a exclusão social. Possui registo de IPSS 06/09 e é considerada de utilidade pública desde 2008. Atualmente conta com dois colaboradores a tempo inteiro, um estagiário remunerado e quarenta e cinco voluntários ativos, sendo que os Orgãos sociais da instituição são voluntários não auferindo qualquer regalia ou vencimento.

Fundada em 2008 no Porto pela psicóloga Rosa Vilas Boas que juntou um grupo de voluntariado que pontualmente faziam voluntariado junto de idosos isolados do concelho. Ao verificar-se que esta ajuda, sendo pontual e informal, era insuficiente para fazer face à realidade social existente, surgiu a necessidade de criar uma associação que trabalhasse em complementaridade com as entidades já existentes, para que a ajuda fosse efetiva e sustentada.

Hoje, a Ajudaris está sedeada num espaço cedido pela Câmara Municipal do Porto na Praça da Alegria nº 10 no Porto. É uma Instituição Particular de Solidariedade Social, membro ativo do CLAS e da Comissão Social da Freguesia de Paranhos e do Bonfim, com forte implementação local e uma sólida projeção a nível nacional.

A sustentabilidade da Ajudaris é garantida por uma estratégia de angariação de fundos realizada a empresas e particulares e por uma gestão criteriosa dos mesmos. Grande parte das receitas são angariadas através da venda dos livros “Histórias da Ajudaris”, dos eventos organizados anualmente pela Ajudaris, pela cota dos amigos, pelos parceiros que generosamente se aliam às iniciativas e pelos voluntários que dão o melhor de si.

A Ajudaris defende que “juntos podemos construir sorrisos”. Esta associação conta assim com a ajuda de todos para continuar a apoiar boas causas. A ajuda pode chegar-nos através de parcerias, do trabalho de voluntários, da recolha de alimentos e vestuário, da aquisição de livros “Histórias da Ajudaris”, donativos monetários ou através da consignação do IRS.

Atuando com base no lema “Pequenos gestos grandes corações?”, a Ajudaris encontra-se atualmente a desenvolver seis projectos de intervenção social, sustentados na sua maioria por grupos de voluntários com formação inicial e contínua imprescindíveis à execução dos vários projetos sociais. São pessoas disponíveis, apaixonadas em retribuir e partilhar com a comunidade o seu espírito de solidariedade com os mais desprotegidos, são eles:

- Projecto S.O.S. Fome que apoia crianças que vivem em situação de pobreza extrema, encaminhadas na sua maioria por Escolas, Juntas de Freguesia, Segurança Social e Unidades Hospitalares. Além do apoio alimentar, a Ajudaris fornece vestuário, calçado e brinquedos, não esquecendo as ocasiões especiais, nomeadamente, os aniversários e o Natal contando com equipas de voluntários para todo o apoio logístico; A par da vertente assistencialista, são realizadas ações de promoção de competências como a gestão doméstica, competências pessoais e sociais e hábitos de higiene e nutrição.
- Projecto Idade d’Ouro dirigido para idosos que se encontram em situação de isolamento e solidão, sem retaguarda familiar, desenvolvido em parceria com as Freguesias e outros Parceiros Sociais. Atualmente, através de visitas periódicas feitas pelos voluntários coordenados por uma equipa técnica são realizadas atividades de animação continuadas, que visam estabelecer relações de proximidade e proporcionar-lhes momentos de alegria, bem-estar físico e mental;
- Clube Habilidosos é um espaço aberto diário que procura promover o envelhecimento ativo dos idosos, a ocupação de desempregados de longa duração, de modo a combater o isolamento e exclusão social, assim como proporcionar novas formas de voluntariado e trabalho em rede. Nos encontros do clube desenvolvem-se atividades como: jogos, ações de sensibilização, trabalhos manuais, “hora do chá”, workshops, encontros intergeracionais entre outras.
- Clube Arco Íris - constitui-se como uma proposta educativa, integrada num projeto de educação pela arte e animação sociocultural, que visa dar resposta às necessidades e interesses das crianças/jovens, das famílias e da comunidade promovendo a inclusão social. Diariamente sob a forma do arco íris são possibilitadas várias oficinas de expressão plástica, música, teatro, desporto (ping pong, hóquei em patins, natação e futebol) coordenadas por um Técnico e apoiadas por voluntários, alargando, desta forma, o leque de oportunidades a estas crianças. Possibilitamos-lhes ainda atividades de acompanhamento ao estudo e lanche, não esquecendo as pausas letivas a um preço simbólico.

Finalmente, o Projeto Histórias da Ajudaris, centrado especialmente nas crianças, permite que estas sejam protagonistas de uma obra coletiva, de serem autoras de um documento perene que contribui para neles despertar o prazer de ler e escrever. Pretende-se, assim, em parceria com a Escola, fomentar hábitos de leitura e escrita de uma forma natural e espontânea tendo como pedra angular a imaginação e a criatividade. Vai na sua quinta edição e é acompanhado por uma equipa técnica, resultado de um conjunto de sinergias estabelecidas com várias entidades, Universidade Fernando Pessoa, Instituto de Empreendedorismo Social, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, incluindo Juntas de Freguesia, Estabelecimentos de Ensino, Empresas, Ilustradores profissionais, grupos de professores, pais e alunos envolvendo aproximadamente cinco mil voluntários de vários pontos do país. Durante o mês de maio de 2012 fomos reconhecidos como um es+ porto pelo Instituto de empreendedorismo social.

Rosa Mendes Vilas Boas
Associação Ajudaris

Programa de Voluntariado Sénior de Serralves (janeiro de 2013)

Destinado a pessoas com mais de 50 anos e culturalmente ativas, que tenham vontade de partilhar com a Fundação de Serralves o seu tempo e o seu saber.

Os voluntários poderão inscrever-se numa das áreas de voluntariado, desempenhando tarefas tão variadas como:

- “tutoring”/”mentoring” a projetos na área das Indústrias Criativas;
- arquivo do material gráfico da Fundação, organização e visualização do registo vídeo em depósito na Biblioteca de Serralves;
- apoio ao nível do acolhimento dos participantes nos programas educativos e ao nível logístico (preparação e reposição de materiais para oficinas) no Serviço Educativo;
- apoio ao nível do acolhimento dos visitantes nas Exposições;
- apoio ao nível do acolhimento dos participantes em Cursos/Workshops/Conferências.

Aceite este desafio e candidate-se ao programa de voluntariado sénior de Serralves!

Para pedidos de informação/dúvidas/inscrição:

voluntariadoserralves@serralves.pt

www.serralves.pt


1130 portugueses espalham-se pelo mundo em projetos de Voluntariado Missionário

Para saber mais leia o Comunicado de Imprensa da Fundação Evangelização e Culturas

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O Voluntariado ao serviço de uma causa: "Porta Solidária"

É bela e longa a tradição de vivência da caridade na Paróquia da Senhora da Conceição, no Porto.
A " Ceia de Natal da Igreja do Marquês" com os sem-abrigo era uma das suas últimas experiências e contava com a generosidade da comunidade, com a dedicação de voluntários, com um bom ambiente e com significativa adesão de pessoas a participar na consoada.

Contudo, as duas últimas ceias deixaram algumas marcas e significativas inquietações:havia mais qualquer coisa para fazer...Até
porque as dificuldades dos tempos de uma crise que estava - e continua - a atacar em força, faziam despoletar o número de pedidos de ajuda:crianças,famílias a viver em pensões pagas pela Segurança Social, grávidas, idosos,novos pobres (pessoas vitimadas pelo desemprego ou pelo endividamento excessivo) e sem - abrigo. Não era um fenómeno exclusivamente local, mas ganhava particulares dimensões ali, naquela zona da cidade do Porto,Pediam-se alimentos e esperavam-se gestos de caridade ativa e próxima.

Liderado pelo pároco, Rubens Marques, o Centro Paroquial da Senhora da Conceição, que já promovia a Ceia de Natal, não recuou perante os novos desafios e fez-se ao largo: lançou as redes à Escola Superior de Educação Paula Frassinetti e ao Centro de Caridade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Com estas Instituições criou uma Liga de Amigos onde pontificam, entre muitos outros, a Cáritas Diocesana do Porto, o Banco Alimentar contra a Fome, o Colégio da Nossa Senhora da Paz, o Hospital de Santa Maria e várias confeitarias e padarias da zona envolvente do Marquês. Entretanto, foi instalada a "Caixa da Caridade - ofertas em dinheiro" na Igreja do Marquês. Multiplicaram-se os contributos, associaram-se os voluntários e criaram-se as condições.

O nome é sugestivo: "Porta Solidária" . Nada de concorrências:
é uma alternativa às rondas dos sem-abrigo realizadas por outras Instituições, pois ali há sempre um espaço coberto, confortável, com mesas, cadeiras e condições para conviver.

A ocasião para abrir a " Porta" não podia ser melhor: o início da Quaresma (dia 26 de fevereiro de 209).
Naquele dia, cerca de quarenta pessoas procuraram uma refeição (para alguns, talvez, a única do dia).

Uns passam a mensagem a outros. Hoje, em média, já são mais de cento e setenta os que ali acorrem diariamente.Por vezes, até ultrapassam os 240. A todos é assegurado que a " Porta" estará solidariamente aberta de Segunda a Sexta, entre as 18.00 e as 20.30 horas, para serem servidas refeições em dois turnos. Para além da bem confeccionada sopa, também há pão, bolos e uma merenda que muitos levam para casa.

Mas não só, porque se criaram mais serviços:com o apoio da Escola Superior de Enfermagem da Universidade Católica, de Terça a Quinta, são prestados Serviços de Enfermagem. E como está a aumentar e a diversificar-se o número de voluntários regulares, que já atinge os 130 (alguns mais flutuantes que perserverantes), também é assegurado oportuno apoio psicológico a uma população tão carecida de quem a ouça e de quem lhe proprocione um ombro amigo.

Vislumbram-se novos passos para" Porta Solidária", como Campanhas para fazer crescer o número de voluntários e diversificar ainda mais a envolvência dos Serviços, criando redes de pessoas e/ou
instituições que possam doar géneros alimentares para a confeção da sopa ou para a merenda entregue á saida, constituindo aquilo a que chamam "Despensa Solidária".

Ali, também na Senhora da Conceição, o Voluntariado é vivência,é um serviço, é uma causa, Com que muitos e todos beneficiam!

Pe. Lino Maia
CNIS


As novas cruzadas do Voluntariado

"Cruzada de Bem Fazer de Campanhã" nasceu em dezembro de 1958. Naquele tempo, as tabernas e casas de pasto eram locais de reunião, especialmente nas zonas onde existiam bairros de operários e "ilhas". Lá apareciam grupos de excursionistas, de recreio, de cultura, teatro e desporto, "caixas de vinte amigos", entre outros. Todas estas coletividades tinham um cariz de solidariedade e ajuda entre vizinhos. Numa dessas tabernas, a "Casa Francisco", sita na Rua Justino Teixeira, 27 - junto à estação de Campanhã - apareceu un grupo de amigos de St. Ildefonso a pedir donativos a outros amigos, destinados a juntar uns tostões para vestir os miúdos da zona. Surgiu, então, uma "resposta" inesperada de um dos elementos abordados: "Eu só dou se formos nós a fundar uma Cruzada em Campanhã".

Desde então, a Cruzada Bem fazer de Campanhã não mais parou. Recebemos donativos do comércio e indústria local, fizemos peditórios pelos vizinhos, sócios ou não. Criavam-se as condições. Sinalizadas as pessoas que precisavam de ajuda, procedia-se a mais uma entrega de vestuário.Quando havia condições económicas, também se distribuíam "Bodos de Natal".

Por volta do ano de 2000, celebrámos um protocolado com a AMI para a distribuição de alimentos a familias carenciadas - Programa Comunitário de Apoio Alimentar a Carenciados (PCAAC). Simultaneamente, apresentámos uma candidatura á Segurança Social para a concessão do estatuto de IPSS, que nos foi atribuído em 2002.
Entretanto, subscrevemos protocolos com a Junta de Freguesia de Campanhã, o que nos permitiu reforçar os auxilios às famílias no âmbito da acção social.

Em 2009, reconhecendo as dificuldades acrescidas das famílias desta Freguesia, solicitámos à Autarquia a cedência da cozinha do Centro Social, para podermos confeccionar sopa e distribuí-la às famílias e idosos que dela necessitassem. Esta ideia foi acolhida, de imediato, pelo Executivo, que a apadrinhou.

A nossa intenção foi sempre a de oferecer a sopa às pessoas para que, em família e nas suas casas, pudessem continuar a partilhar as refeições.

A meta inicial foi a da entrega diária de 50 sopas (excepto aos domingos) com a colaboração de cerca de 20 voluntários, entre os 15 e os 74 anos.Iniciámos a entrega a 30 de março de 2009. Quando avaliámos a atividade, decorridos três meses, verificámos que as solicitações surgiam, maioritariamente, de famílias numerosas, onde predominavam crianças. Neste sentido, e tendo em conta as limitações estruturais, fisícas, humanas e económicas, alargámos a entrega. Atualmente são distribuídas 94 sopas diárias, pelo que, após um ano de existência, já ultrapassámos as 15 mil sopas.

Após a avaliação da nossa ação, propomo-nos agora, atingir um novo objetivo: fazer chegar a nossa "sopa" ao domicilio dos mais idosos que dela carecem, que muitas vezes não tem condições físicas e/ou financeiras para se deslocar à cozinha do Centro Social de Campanhã, mais uma vez contando "apenas" com voluntários.


António Campos
Presidente da Cruzada de Bem Fazer de Campanhã


Voluntariado em meio prisional

Saber oferecer e receber segundas oportunidades

Cometeram um crime contra a sociedade e estão a pagar por ele. E, se em muitos casos, o castigo não compensa, em outros tantos, a reinserção social é possível, a par da atenuação das condições dramáticas em que muitos reclusos vivem enquanto cumprem a sua pena. É com este espírito que a Cruz Vermelha Portuguesa, em conjunto com a Direção Geral dos Serviços Prisionais, renovou um protocolo de colaboração iniciado em 2008, explicado ao VER por Paulo Baptista, coordenador do Projeto de Apoio à População Prisional

Para ler esta entrevista aceda ao Site - http://www.ver.pt

Núcleo de Voluntariado de Proximidade de Arraiolos

A criação e dinamização de Núcleos de Voluntariado de Proximidade (NVP) teve por base o projecto Orientar, Servir e Apoiar: Promover a Conciliação da Vida Familiar e Profissional, financiado pelo PIC EQUAL cuja entidade interlocutora é a Fundação Eugénio de Almeida, sendo um dos parceiros da disseminação do projecto o Agrupamento Monte, com sede em Arraiolos.

A organização de Voluntariado de Proximidade, distingue-se essencialmente pelas referências territoriais comuns entre o voluntário que presta o apoio e a pessoa que recebe o apoio, na medida em que ambos residem ou trabalham na mesma área geográfica (ex. freguesia ou bairro). Uma estrutura de entreajuda vicinal estruturada, como um Núcleo de Voluntariado de Proximidade, procura colmatar os efeitos da dispersão cada vez maior das redes de solidariedade informal (ex. familiares e de vizinhança) e a consequente incapacidade das instituições para responderem a todas as necessidades de apoio pessoal e social, promovendo o reforço das relações de proximidade, confiança e apoio mútuo dentro de uma comunidade.

Foi neste contexto e com este espírito que nasceu, em 2008, o Núcleo de Voluntariado de Proximidade de Arraiolos (NVPA) que constituiu uma parceria com as seguintes entidades: Agrupamento de Escolas de Arraiolos; Associação Humanitária Bombeiros Voluntários de Arraiolos; Centro Infantil Augusto Piteira; Centro de Saúde de Arraiolos; Centro Social e Paroquial de Arraiolos; Junta de Freguesia de Arraiolos; Município de Arraiolos; Posto da GNR de Arraiolos; Santa Casa da Misericórdia de Arraiolos.

O NVPA conta com 20 voluntários inscritos. O serviço prestado pelos voluntários à comunidade tem vindo a crescer e concretiza-se em atividades diversas: campanha de recolha de alimentos do Banco Alimentar, apoio aos visitantes da "Festa Sénior” (evento anual com a duração de uma semana), apoio a alunos com necessidades educativas especiais que têm acompanhamento de professores das escolas, bem como o acompanhamento das atividades dos mais novos nas piscinas municipais.

Para mais informações sobre o NVPA, consulte a nossa página em
http://www.monte-ace.pt
Paula Santos
Técnica do Projecto do NVPA

CVP - Os voluntários são a alma do Movimento

A Cruz Vermelha é a maior organização humanitária internacional. Actua no terreno, directamente com as populações, a partir de um diagnóstico local de necessidades, nas áreas da saúde, acção social, emergência, ensino, formação e cooperação internacional.

Há 150 anos, no dia 24 de junho, deu-se a Batalha de Solferino. O sofrimento humano testemunhado por Henry Dunant levou-o a reunir encoraja a disponibilidade de pessoas que desejem, voluntariamente, colaborar com a Instituição. O Voluntariado assume, neste contexto, uma posição de suma importância, transversal a toda a actuação da Cruz Vermelha, fazendo parte de projetos, ações e advocacia de causas.

O Voluntariado é um dos sete Princípios Fundamentais do Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, expressão do exercício livre de uma cidadania plena e solidária.

Sob o lema “Youth on the move – Fazer mais. Fazer melhor. Ir mais longe”, 300 representantes da juventude Cruz Vermelha e Crescente Vermelho juntaram-se em Solferino, entre os dia 23 e 28 de junho, para trocarem ideias, partilharem experiências e projetarem o futuro, participando na grande comemoração de Solferino.

Estiveram presentes vários voluntários portugueses neste encontro mundial e nos eventos associados, de que destacamos a Fiacolatta que contou, este ano, com cerca de 15 000 pessoas.

Foi lançada, no dia 8 de maio, a campanha “O nosso mundo. A sua ação.” (www.ourworld-yourmove.org), como parte integrante das comemorações globais da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho: Esta campanha, que se desenvolverá de 2009 a 2011, é essencialmente um apelo para agir, face aos atuais desafios humanitários – conflitos, consequências das alterações climáticas, pobreza, migrações, violência, insegurança alimentar, emergências de saúde pública, entre tantos outros – pois deve existir uma responsabilidade partilhada para fazer do mundo um local melhor.

Em jeito de conclusão, gostaria de citar o nosso Presidente Nacional, Dr. Luís Barbosa: “Não podemos ficar indiferentes, pois o nosso mundo enfrenta hoje desafios extraordinários que estão a ameaçar a Humanidade. Está nas mãos de todos nós, a todos níveis, dar uma resposta e tornar o mundo um local melhor para viver.”

Cristina Louro
Vice-Presidente Nacional
Ação Social e Voluntariado

Projeto de Voluntariado na Fundação Bomfim

A Fundação Bomfim desenvolve desde 2002, de uma forma estruturada, projetos de voluntariado em parceria com outras organizações públicas e privadas, nacionais e internacionais.

Os projetos têm vindo a crescer há medida que organizamos e definimos de uma forma estratégica as linhas orientadoras da instituição. Faz parte da cultura organizacional a colaboração de voluntários nas diversas valências e têm-se criado estruturas e dinâmicas que possibilitem o desenvolvimento desta área.

No sentido de optimizar recursos, elaboramos um fluxograma simples relativo ao processo de voluntariado na instituição. Este descreve os procedimentos e medidas a tomar quando um voluntário se dirige à instituição para colaborar. Esta ação permite-nos saber como encaminhar o voluntário e os passos a tomar para que se inicie o projeto.

O voluntário ao estabelecer contato com a instituição recebe uma ficha de candidatura para preenchimento e uma listagem de projetos de voluntariado onde se poderá integrar. Findo este processo, a ficha de candidatura segue para o coordenador do projecto selecionado e este deve contatar o voluntário a fim de marcar entrevista. Na entrevista são abordados temas como: disponibilidade, compromisso, intenções, objetivos/alvos pessoais, expetativas, experiência e condições.Após a entrevista o voluntário, se aceitar, inicia a sua colaboração.

Actualmente, a Fundação Bomfim desenvolve 7 projetos de voluntariado:

Na valência de acolhimento de crianças de risco – Minilares para Irmãos:

1. Projeto de “Apoio a crianças de risco”
Acompanhamento das atividades escolares, explicações, promoção da aprendizagem através da ludicidade; ocupação dos tempos livres.
2. “Famílias Amigas”
Dar suporte ao acolhimento de crianças nos fins-de-semana, férias e feriados; proporcionar à criança um ambiente saudável no seio de uma família, promovendo relações de afeto e segurança com as mesmas; promover a aquisição de novos modelos familiares.
3. “Voluntários estrangeiros” de apoio a crianças de risco
Intercâmbio de voluntários alemães (oriundos de uma organização cristã alemã), apoiando em diferentes tarefas: promoção de atividades de recreação e lazer; ajuda nas tarefas domésticas do minilar e colaboração nos momentos de higiene e alimentação das crianças.

Nas valências de Creche | Jardim-de-infância | ATL Em cooperação com o IPJ, no âmbito dos Projectos de Serviço Voluntário Europeu:

1. Projecto “Crescer e Conhecer”
Desenvolver atividades lúdico-recreativas com as crianças e jovens; apoiar nos trabalhos escolares; apoiar nos transportes das crianças; apoiar na rotina diária do ATL.
2. Projeto “Crescer com a música”
Tocar um instrumento; realizar jogos com música; explorar sons, ritmos e instrumentos com as crianças; criar movimentos novos ao som de música; cantar canções típicas do país de origem; promover apresentações públicas nas actividades de festas especiais; criar e construir os instrumentos com materiais reciclados.

Nas valências da terceira idade – Centro de Dia | Apoio Domiciliário: Em cooperação com o IPJ, no âmbito dos Projetos de Voluntariado jovem:

1. “Projecto Envelhecer com Arte”
Realizar atividades de animação e ocupação de tempos livres; Realizar atividades nos ateliers já existentes; Coordenar outros ateliers propostos; organizar saídas e visitas.
2. “Projeto Amor em Acção”
Ajudar os idosos nas suas actividades de vida diária básicas e/ou instrumentais no domicílio; Estar o idoso fazendo-lhe companhia, conversando e passeando; Realização de atividades lúdicas e recreativas no domicílio.

O voluntariado na Fundação Bomfim é encarado sempre como uma aposta na qualidade e num leque mais completo de serviços prestados aos idosos e crianças/jovens. Sabemos que o futuro aponta para uma sociedade mais justa e equitativa onde cabe a cada um participar de alguma forma em prol do bem comum. O desenvolvimento do voluntariado e da consciência da utilização do tempo livre de forma útil à sociedade e aos outros é um ponto de partida que começa já a desabrochar em Portugal.

“Faço voluntariado, em primeiro lugar porque queria crescer interior e profissionalmente e em segundo lugar porque queria aproveitar o tempo livre com atividades úteis para os outros.”
Adriana Lemos, 21 anos, voluntária no projeto Amor em Acção”

Raquel Polónia
Fundação Bomfim



 

Conformidade