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Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado

 

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Testemunhos

À Conversa com Monsenhor Victor Feytor Pinto…

É com o maior gosto que respondo às questões colocadas , em ordem a uma reflexão profunda sobre o voluntariado. Há 30 anos que acompanho voluntários e, na sua formação, exerço também a missão do voluntário. O voluntariado supõe o apoio a pessoas em dificuldade que são assistidas através de uma presença humana, de uma relação positiva, do contributo de bens e serviços que ajudam as pessoas, muito para além dos apoios oficiais que o Estado pode proporcionar. O voluntariado exerce-se no jogo dos afectos que estimula a relação, mas caracteriza-se pela competência no que se dá. Neste contexto, posso agora responder às suas perguntas.

Em seu entender, o que caracteriza a identidade ética do voluntário?

1.A identidade ética do voluntário
Se há uma relação com pessoas, não pode deixar de haver uma responsabilidade ética. É que o fundamento da ética, pelo menos da ética personalista, é a dignidade e a liberdade das pessoas. Se o voluntário acompanha as pessoas em dificuldade física, psicológica ou social, então tem de respeitar cada pessoa, promovê-la, proporcionar-lhe bem estar e mesmo contribuir para a sua felicidade. Tudo isto não é mais que a sensibilidade ética indispensável ao exercício do voluntariado.

Num Sistema de Saúde como português – que se pretende universal – como seriam os cuidados prestados se não existisse voluntariado?

2.O sistema de saúde
O voluntariado constitui elemento indispensável à humanização da saúde. No exercício de cuidados, para além do diagnóstico e do tratamento terapêutico, exige-se o acompanhamento integral da pessoa em crise. Não é suficiente o conjunto de intervenção e medicamentos a administrar. Impõe-se uma relação humana de qualidade. Esta relação humana constante é difícil para os técnicos, médicos, enfermeiros e outros, que raramente conseguem a presença continuada junto de um grupo de doentes, muitas vezes numeroso. Então, os diversos serviços têm como colaboradores lógicos, os voluntários que, preparados ao nível da psicologia e da relação personalizada, completam o trabalho que os profissionais vão desenvolvendo. Curiosamente é de notar que a presença dos voluntários não se refere apenas a doentes pobres, migrantes, sem estatuto social. Os voluntários servem a todos os doentes, na área que lhes está confiada. São para todos, qualquer que seja a sua condição, uma vez que o apoio anímico e a complementaridade pedida pelos serviços são devidos a todos os doentes internados. Neste contexto, se nos cuidados prestados não existirem voluntários, não se está a contribuir para a mais qualidade que é devida ao homem todo e a todos os homens.


Com a evolução do envelhecimento em Portugal, que novos desafios se colocam ao voluntariado em geral, e ao voluntariado em saúde em particular?

3.Com a evolução do envelhecimento ...
Esta pergunta põe duas questões. A primeira: uma população mais envelhecida necessita de mais cuidados sociais e de saúde. Então, reconhecendo que o grande problema das pessoas mais velhas é a angústia da solidão, o voluntário tem uma missão extraordinária, de proximidade, de ocupação do tempo, de complementaridade nas ajudas em casa ou no estabelecimento de relações de vizinhança. É um trabalho importantíssimo no apoio ao domicílio ou na orientação do tempo livre, no “centro de dia” ou noutros lugares. O maior número de doentes idosos nos hospitais também exige um trabalho específico mais bem estruturado. A segunda questão é um desafio: Os idosos que chamarei seniores, pessoas com anos, mas com uma saúde razoável, são candidatos lógicos a um voluntariado competente, até porque ocupam o tempo fazendo o bem a outras pessoas mais carenciadas. Sentem-se assim mais úteis, nesta etapa mais avançada da vida.


Que outra questão gostaria de abordar?

4.Em complementaridade, gostaria de dizer que todo e qualquer voluntariado supõe a escolha de pessoas capazes de se relacionarem com os outros, suficientemente preparadas para a tarefa que vão realizar, formadas nas normais escolas do voluntariado, aceites numa organização, com tarefas definidas e uma avaliação, pelo amenos anual. Se se trabalha assim, o voluntariado é uma mais-
-valia em toda a actividade que se realiza na saúde, como na justiça, na cultura, no desenvolvimento, ou em outros campos.
Que todos os voluntários aceitem a exigência que a sociedade lhes pede e serão sempre um sinal de mais justiça e mais amor, num mundo verdadeiramente fraternal.

Cruz Vermelha Portuguesa

Elisa C. é uma jovem, licenciada em Psicologia, que faz parte de uma equipa de voluntários envolvidos num projecto de visitas e animação no Serviço de Pediatria de um grande Hospital. Relata, assim, a sua experiência:

“Encontramo-nos com as crianças e famílias. Criamos condições para que possam expressar as suas inquietações ou a sua tristeza, os seus desejos ou as suas esperanças. Nas actividades de animação, partilhamos com as educadoras as expectativas e as frustrações. Há muito tempo para contar histórias, para dedicar à conversa ... E ao riso! Porque isso faz tão bem...”

E recorda: “Enquanto esperava pelo primeiro emprego, queria adquirir experiência profissional num hospital. Ao fim de algum tempo comecei a gostar tanto deste trabalho que gostaria que aquilo que, no início, considerei uma simples experiência se venha a tornar numa profissão”.

“Além desta realização pessoal, sinto-me muito orgulhosa por pertencer a um movimento mundial, em cujos princípios me revejo, mais especificamente na sua neutralidade e universalidade”.

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Testemunho Vicentino

Vou partilhar convosco um pouco daquilo que sou e das experiências que vivo, enquanto cristão e vicentino. Em 1991 participava num passeio da Paróquia – quando o Sr. Valentim aproveitou o microfone da camioneta para partilhar uma experiência que recentemente tinha vivido. Contava que na semana anterior tinha visitado uns amigos por volta da hora de jantar. Emocionado contou-nos que comiam batatas e couves em seco pois não tinham dinheiro para comprar azeite. No final do seu testemunho apresentou-se como vicentino e disse que precisavam de gente para ajudar os muitos necessitados da Paróquia. Decidi aderir.
Nos vicentinos da minha paróquia vi verdadeiros Cristãos que apesar do excelente e valoroso trabalho que desenvolvem permanecem humildes, unidos na oração e na acção evangelizadora. Aderi assim à Conferência de Nª Senhora da Ajuda por me parecer ser o caminho natural a seguir como pessoa e como cristão, por não aceitar a indiferença, o destino.
A minha actividade como vicentino desenvolveu-se e diversificou-se mas não vou fazer um relato exaustivo das minhas actividades. Prefiro partilhar convosco o que aprendi.
Aprendi a força do ser humano, aquilo que verdadeiramente nos caracteriza e nos distingue de qualquer outro ser ao visitar o Sr. José. Viúvo de 60 anos, vivia numa pequena casa muito modesta e tinha o lado direito paralisado em resultado de uma trombose. O Sr. José inventava maneiras de conseguir fazer a lida da casa, que se encontrava sempre limpa, e inclusivamente conseguiu inventar uma maneira de serrar só com uma mão. Ou ao conhecer a Sra. Francelina, que rondava a mesma idade, e que sendo cega, não só mantinha a sua casa impecavelmente limpa, apesar da falta de água canalizada, como inclusivamente cosia a roupa de uma maneira magistral. Com eles, como com outros assistidos da minha conferência, aprendi a relativizar os problemas, a objectivar as situações – se eles com tantas adversidades sorriam e lutavam pela vida ...
Aprendi também que a pobreza, de espírito e financeira, pode ser endémica, ou seja, passa de pais para filhos. Assistimos uma família que vive num dos bairros mais degradados de Lisboa, os pais e dez filhos, que sobreviviam não sei muito bem como (mas imagino) com uma reforma de 30 contos do pai e da qual este retirava 15 para o seu vinho e para o seu tabaco. Os filhos faziam “umas coisas” mas nada que desse muito trabalho, as filhas iam engravidando cada vez mais cedo. Desde ofertas para os acompanhar ao médico até explicações aos filhos em idade escolar e até propostas de trabalho, nada aceitavam ou cedo desistiam: para eles a vida nada mais poderia ser do que e realidade que conheciam. Não tenham dúvidas, queriam uma vida com mais dinheiro, mas claro que não poderia ser a trabalhar, isso dava muito trabalho.
Aprendi também a força da oração. Na verdade, aquando da aventura da 1ª família do Projecto Irmão, um projecto de acção missionária em Portugal, era à oração, que fazíamos em conjunto, que íamos buscar forças para enfrentar a realidade crua e degradante com que convivemos naqueles 15 dias. Naquelas crianças e adolescentes estavam patentes todas as realidades que vemos nos jornais e na Televisão e às quais muitas vezes voltamos a cara: crianças mal tratadas, violentadas, prostituídas, drogadas, correios de droga, vivendo num dia-a-dia em que a violência e a degradação constituíam o ar que respiravam.
(Durante este trabalho aprendi ainda mais 3 coisas: o valor da amizade, o praticar com o exemplo e como se pode não ser Cristão na casa do Pai.(...)
Mas aprendi mais durante estes anos. Aprendi que, por muito baixo que desça um ser humano, é possível a sua recuperação. Assim conheci o António, que tinha vivido na rua, alcoólatra, que agora é cozinheiro, bem disposto e tem uma família. Ou o Manel que conseguiu deixar as garras da droga e que agora tem um bom emprego.(...)
Mas aprendi ainda mais, aprendi que quando se tem fome se podem devorar 10 sanduíches em 10 minutos e que mesmo na rua as pessoas têm conceitos de honra e dignidade que muita gente dita “normal” não possui.
Do que vos contei e do que ficou por dizer aprendi a importância da amizade e da oração, da Fé e da esperança. Vi a força do ser humano e a sua capacidade de se ultrapassar em cada dia, vi os resultados de praticarmos o amor e da coerência da nossa vida e sobretudo aprendi que a nossa força se encontra na nossa disponibilidade e não no nosso autoritarismo, na dádiva de nós mesmos e não na entrega de bens e na Fé que professamos comunitariamente e não no nosso individualismo.

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Centro Comunitário Paroquial da Ramada

Maria Isabel Fontoura Gomes Ferreira, 68 anos, Voluntária
Estou na Paróquia de Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos da Ramada há cinco anos. Comecei a fazer voluntariado por sentir um forte chamamento de Deus para me entregar aos outros. Primeiro em pequenas coisas no Centro de Convívio da Paróquia onde escutava e conversava com as pessoas, principalmente aquelas que mais precisavam de ser ouvidas e, posteriormente, fazendo também alguns trabalhos manuais por ocasião do Natal e festa da Padroeira.
Embora fosse um trabalho de voluntariado interessante achei que podia ir mais longe e comecei a pensar em serviços que envolvessem outras pessoas que não participavam activamente na comunidade. Surgiu então, pouco depois, o serviço de apoio domiciliário que prontamente me candidatei como voluntária. Senti-me maravilhada ao aperceber-me que me realizava em prol do próximo, do irmão mais idoso que mais precisa do nosso carinho, amor, compreensão e de encorajamento para as suas enfermidades e dores. Neste campo a minha entrega era total. Desta forma, vejo também que este serviço de voluntariado me ajudou a ultrapassar alguns problemas pessoais que foram surgindo na minha vida.
Depois de quatro anos de apoio domiciliário fui convidada para o Centro de Dia, entretanto inaugurado pelo Centro Comunitário Paroquial da Ramada. Aceitei e está a ser nova etapa na minha vida, havendo um bom ambiente entre idosos e colegas. A par do voluntariado no Centro de Dia também dou algum do meu tempo no cartório da comunidade, por ser um trabalho mais de secretaria que também me motiva.
Em suma: ser voluntária de alma e coração é saber ultrapassar as dificuldades, ser persistente, é viver com Deus e para Deus, com e através do irmão. É dar-se ao outro sem esperar recompensa. É essa a maior maravilha do voluntariado.

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Maria da Conceição dos Santos Marques Sousa, 73 anos, Voluntária
Após a reforma aos 70 anos encontrava-me muito só e pensei ajudar os que mais precisavam de apoio. Comecei por apoiar o serviço de apoio domiciliário integrado ajudando a dar comida e banhos a doentes acamados.
Ao mesmo tempo, desde o ano 2000 que todos os meses de Agosto dedico o meu tempo à confecção das refeições para os idosos do apoio domiciliário e funcionários da instituição. No total de cinquenta refeições diárias. Este trabalho é feito com a colaboração de outras voluntárias, estando a arrumação e a limpeza da cozinha e dispensa também à minha responsabilidade.
Actualmente, confecciono as refeições para os bebés dos 8 aos 16 meses da creche do Centro Comunitário Paroquial da Ramada. É um trabalho gratificante, que me distrai e onde faço amizades. Aos fins de semana apoio ainda na confecção das refeições para os seminaristas e sacerdotes que vêm à Paróquia da Ramada.
Estou sempre disponível para ajudar o próximo, sentido-me feliz, útil e não envelhecendo de uma forma doentia.

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“A ociosidade e a gratificação das inclinações pessoais não dão felicidade – a verdadeira felicidade só pode alcançar-se servindo.”
Baden-Powell (fundador do Escutismo)


“Eu acredito no escutismo, na sua força, na sua dinâmica tão própria e fascinante, na sua capacidade de formação íntegra e saudável. A minha felicidade passa pela forma escutista de ver o mundo. A minha alegria de viver está muito ligada ao meu passado escutista a ao meu futuro de sempre escuteira – dentro ou fora do movimento”
Branca Isabel, 21 anos


“Para mim ser voluntário, tanto dentro como fora do CNE, é um pouco paradoxal. Algo que nos faz superar para ajudar os outros acaba por ser tão bom que já dei por mim a contribuir para algum trabalho do género para depois me sentir melhor. É um egoísmo solidário, se é que isso existe. O voluntariado tem essa vantagem: ajudando os outros, ajudamo-nos sem sabermos.”
Joana, 17 anos

“No princípio era um passatempo, mas agora é muito mais. É uma lição de moral e ensinamento de um modo de ver a vida de outra maneira. Aprender a lidar com pessoas com pensamentos diferentes do meu, é muito bom. Adoro ser escuteira!”
Rita Parreira, 14 anos


“Como marido, pai, sogro, e futuro avô de escuteiros, sinto que o voluntariado, testemunho de trabalho desinteressado no meio da onda de egocentrismo que varre o mundo, faz parte da actividade escutista, onde tantos investem o seu tempo, crescendo e ajudando a crescer. O escutismo é uma escola de voluntariado.”
Manuel Pedro, 57 anos (pai de escuteiros)


“A possibilidade de me cruzar no caminho do desenvolvimento e crescimento de tantas crianças, jovens e adolescentes que buscam este estilo de vida – o escutismo - tem-me permitido uma entrega altruísta, uma busca constante, um sentimento do dever do serviço.”
Helena, 55 anos

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Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

Acompanhou-me desde longa data um desejo de iniciar uma vida de “voluntariado” logo que terminasse a minha vida profissional e entrasse na situação de “aposentada”.
Muito embora fosse muito forte o desejo de servir a causa do “voluntariado senti que não o poderia fazer como desejaria dado que a minha vida particular tal não permita. Sentia, porém que algo poderia fazer e por isso não deveria desistir. E assim aconteceu.
Depois de várias propostas decidi-me pelo “Voluntariado da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa”. O meu voluntariado é dirigido aos idosos que se encontram internados em lares, idosos esses que são subsidiados pela Santa Casa. Muitos desses idosos não têm na família uma pessoa amiga, enfim alguém que lhes dê um pouco de carinho, de ternura, de amor, de atenção, bem como tratar de certos pessoais, pois já têm dificuldade para o fazer.
Passei a ser a sua “Procuradora”. Sou eu que procuro resolver todos os assuntos que necessitem de ser resolvidos e isso contribui para que se sintam que não estão sós, que têm alguém que os escuta, que os ajuda, que os apoia e está sempre ao seu lado para lhes dar força, aquela coragem que tanto necessitam para enfrentar a adversidade que estão vivendo mas que com muita esperança, muita fé poderá ser vencida.
E esta mensagem é a mensagem que desejo e espero saber transmitir-lhes.
Termino com um apelo.
Quer tenha muito ou pouco tempo disponível para “voluntariado” deve fazê-lo porque será de certo uma grande prova de amor ao seu semelhante.

Voluntária da DASL Sul

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Liga Portuguesa Contra o Cancro


Há cerca de 10 anos fiz uma viagem a Itália. Pelo caminho senti-me doente e ao chegar a Pádua rebentou-me uma úlcera no estômago e fui internado num hospital.
Ao outro dia do internamento apareceu-me na enfermaria um frade Português, que ao saber da minha situação veio oferecer-me os seus préstimos. Lembro-me que disse: não sei se é rico ou pobre, mas a minha missão é socorrer os pobres e os necessitados e neste momento o senhor precisa da minha ajuda.

Estive internado 3 semanas e todos os dias recebia a visita do Bom Frade. Como esperava ansiosamente a sua vinda! As suas palavras de esperança, a sua bondade reconfortavam-me. E pensava, como gostaria de poder, um dia, estar também junto dos doentes, dos necessitados, daqueles que sofrem no corpo e principalmente na alma, que era o meu caso.

Nunca mais esqueci o meu amigo Frade, que sem saber me tinha despertado para o Voluntariado. Apetece-me dizer:

Passam anos sobre a dor.
Passa a dor sobram enganos.
Só nunca passa o calor.
Dos amigos que ganhamos.

Logo que me aposentei, comecei a dedicar-me ao Voluntariado. Dou o meu contributo como Voluntário do Núcleo Regional do Centro Liga Portuguesa Contra o Cancro no Centro Regional de Oncologia de Coimbra, onde todos os dias chegam doentes dos mais diversos pontos do país.

Utilizam variados meios de transporte (ambulâncias, táxis, ou veículos próprios). Se o doente vem pela primeira vez, é normal que se sinta muito traumatizado, bem assim como os seus familiares e fica sem nada a que se agarrar. Tudo é novo e diferente. E porque tudo isso acontece, o doente vai sentir-se inseguro e tem medo, porque não sabe o que lhe vai acontecer.

O Voluntário é a pessoa humana que vai estar em contacto com o doente, partilhando as suas angústias e seu sofrimento.

Sinto-me um privilegiado por estar ao serviço do Voluntariado dos Doentes que sofrem da terrível doença a que se chama cancro, porque me apercebo, que me enriqueço humanamente, dando-me diariamente aos outros.


ARMANDO SILVA
(Coordenador do Voluntariado Hospitalar do Núcleo Regional do Centro da Liga Portuguesa Contra o Cancro – Coimbra)